O impacto na vida dos filhos!

“Os pais que vivem em função de dar presentes para seus filhos são lembrados por um momento. Os pais que se preocupam em dar a sua história aos filhos se tornam inesquecíveis.” Augusto Cury

Vínculo primeiro entre a família, o amor é o sentimento que move toda a existência. Mas como os pais podem ajudar na construção da saúde emocional dos filhos?


Pode parecer até clichê, mas o amor parental é tema estudo do Centro para o Estudo da Aceitação e Rejeição Parental da Universidade de Connecticut em Storrs,que fala sobre a importância do amor de um pai.
Segundo o Centro, o cuidado com os filhos faz com que as relações familiares fiquem mais sólidas e saudáveis.
Pais que querem que seus filhos cresçam com uma consciência ética e moral, com uma visão ampla de mundo, que tenham suporte emocional para lidar com as diversas situações cotidianas, devem ajudá-los.

Inteligência Emocional

Os pais precisam saber trabalhar com a inteligência emocional para mostrar aos seus filhos o caminho para se tornarem gestores das próprias emoções, reconhecerem-se como autores da própria história a partir do autoconhecimento que irão adquirir por si conforme forem amadurecendo no percurso da vida.
Com a inteligência emocional, as crianças se tornam mais autoconfiantes, seguras, calmas, mais tolerantes e menos agressivas.


Mas como os pais vão ensinar inteligência emocional aos filhos se os mesmos não o tem?

Vejo por toda parte pais angustiados, impacientes, gritos na fila do caixa do supermercado, atrasos na hora de buscar no filho na escola, falta de presença, falta de tempo, falta de parceria nas atividades do lar…

Para que os pequenos se sintam seguras é necessário amor presente, o amor em atitudes não somente amor de sentimento.

Como manifestar esse amor em atitudes?
Existem algumas formas para isso como por exemplo lavar no carro juntos, assistir um desenho, segurar a mão a criança enquanto passear no shopping indica proteção e limite, conversar olhando nos olhos em tom de voz não ameaçador quando o choro ou a birra surgem, sentar com o família na mesa de jantar e desfrutar de uma bela refeição, um jogo de tabuleiro substitui o jogo do celular, uma partia de futebol, entre muitas coisas.

Pais estressados, cansados, irritados, endividados… Como ensinar paciência, limite, empatia, organização, ética, valores, etc.?

Só posso ensinar aquilo que realmente pratico, sou, e manifesto através das minhas próprias emoções.
Observo em todo ambiente um contraste perigoso de hostilidade e permissividade, encontrar o equilíbrio na forma como me relaciono com os filhos, cônjuges e pessoas é um desafio diário, mas assim ensinamos nossos filhos a se relacionar.

Uma criança capaz de se comunicar, de demonstrar afeto e de aprender novas tarefas em casa e na escola num espaço de tempo adequado, dá sinais de que está vivendo de maneira saudável. O contrário nem sempre indica ausência de saúde mental, porque a desobediência, a má educação e mesmo a dificuldade de aprendizado podem ser relacionados ao desejo inconsciente da criança de ser vista e, assim, sentir-se amada.

Aquilo que aprendemos na infância permanece no nosso inconsciente, acaba sempre por impactar nosso comportamento adulto.

Um pequeno que tenha vivenciado um ambiente violento, por exemplo, presenciando contínuas brigas entre seus pais ou mesmo assistido a agressões físicas e verbais tem maior probabilidade de se tornar um adulto igualmente violento ou, ainda, seguir pelo caminho oposto e adotar uma postura completamente passiva, aquele que “Não tem boca pra nada ou boca pra tudo, o oito e o oitenta”.
Ambos os comportamentos resultam daquilo que aprendeu ali, na infância, e que ficou registrado em seu inconsciente como formas de expressar e validar o amor.

Então, papais, é hora de cuidar as próprias emoções, observar suas reações, controlar o tom de voz, organizar a vida, e ter tempo para a família para que essa conta não seja muito alta no final das contas.

Na vida adulta, o autoconhecimento  é caminho para não apenas restaurar, mas principalmente estabelecer a saúde mental.


A reflexão profunda e honesta sobre a própria trajetória, desde o momento da concepção até os dias de hoje, é um passo essencial para quem deseja se rever e se transformar.
E se necessário, busque ajuda para restaurar esse caminho.
O importante é saber que todos estamos neste processo e queremos uma vida plena para nossas crianças.

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Author

Lucas Bassualdo, entusiasta em Marketing Digital e conexões, sou apaixonado pelo universo infantil e atuo como Palhaço a mais ou menos 10 anos, algo que me trás vida. Sou pai da Júlia, uma mini palhaça e mega comunicativa que nasceu a minha cara, mas graças a Deus tem saúde! hehehe

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